Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Martins, Sibele da Rocha |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.furg.br/handle/1/8196
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Resumo: |
O presente estudo surgiu do interesse em pesquisar sobre a saúde e o ambiente e suas relações com a educação ambiental, com a finalidade de contribuir com o trabalho desenvolvido pelas equipes de Saúde da Família junto às comunidades locais, como forma de melhorar as condições de saúde e garantir a qualidade de vida da população. Para compreender essa relação foram definidos os seguintes objetivos: identificar nas práticas educativas desenvolvidas pela equipe de saúde da família junto à comunidade a relação entre a saúde e o ambiente; analisar a percepção dos trabalhadores acerca da participação da comunidade nas práticas educativas desenvolvidas; e, refletir sobre a construção das práticas educativas desenvolvidas pela equipe estudada visualizando a educação ambiental como um instrumento para promover a participação da comunidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, descritivo e analítico que utilizou os grupos focais como forma de coleta de dados. Participaram do estudo uma equipe da estratégia Saúde da Família do município de Rio Grande/RS composta por 9 trabalhadores (1 enfermeira, 1 médica, 2 técnicas de enfermagem e 5 agentes comunitários de saúde). Buscando identificar as práticas educativas desenvolvidas pela equipe estudada junto à comunidade, que relacionam a saúde e o ambiente, foi possível evidenciar diferentes problemas enfrentados pela comunidade e, dentre estes, quatro considerados pelos trabalhadores como problemas ambientais e que estariam relacionados às condições de saúde e doença dos moradores, são eles: resíduos sólidos, valetas, habitações com condições precárias e falta de sinalização. Com relação às práticas educativas, desenvolvidas pelos trabalhadores para tratar dos problemas enfrentados no bairro, foi possível identificar ações desenvolvidas para prevenção e promoção da saúde. No entanto, para tratar dos problemas ambientais os trabalhadores referem não desenvolver atividades específicas sobre os temas apontados. Já com relação à participação da comunidade nas práticas educativas desenvolvidas os trabalhadores referem ocorrer em momentos pontuais do trabalho, salientando alguns fatores que poderiam estar dificultando essa participação como: a falta de conhecimento da comunidade sobre a organização do trabalho da equipe; a cultura assistencialista ainda presente na população que procura atendimento para resolver um problema imediato, além da descontinuidade das ações, que são programadas pela equipe e interrompidas em função da necessidade de reestruturar o serviço. Os trabalhadores reconhecem que embora a comunidade não esteja participando da maneira esperada observam uma melhora na qualidade de vida daqueles que participam das atividades propostas. Assim, salienta-se a necessidade de construir práticas educativas utilizando a educação ambiental como um instrumento para a participação da comunidade, por acreditar na sua contribuição para a formação de sujeitos capazes de compreender a articular as dimensões social e ambiental com vista a problematizar a realidade na qual se encontram. |