Estresse oxidativo no hidrocoral Millepora alcicornis exposto à acidificação da água do mar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Luz, Débora Camacho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.furg.br/handle/1/8183
Resumo: Os recifes de corais encontram-se seriamente ameaçados em função de impactos ambientais locais e globais. A acidificação dos oceanos, devido ao aumento global na emissão de CO2, é uma das alterações que mais ameaçam os recifes de corais. A redução do pH marinho e o aumento na pCO2 pode alterar diversas funções fisiológicas em organismos marinhos, incluindo um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio e alterações no sistema de defesa antioxidante. Portanto, o presente estudo avaliou as respostas de parâmetros relativos ao estresse oxidativo [capacidade antioxidante contra radicais peroxil (ACAP), concentração total de glutationa (GSHt), razão entre as concentrações de glutationa reduzida e oxidada (GSH/GSSG), níveis de peroxidação lipídica (LPO) e proteínas carboniladas (PC)] no coral de fogo Millepora alcicornis exposto a diferentes níveis de pH da água do mar (8,1; 7,8; 7,5 e 7.2) por 16 e 30 dias. Após exposição de 16 dias, a ACAP aumentou nos hidrocorais expostos aos níveis leve (pH 7,8) e intermediário (pH 7,5) de acidificação da água do mar. Após 30 dias de exposição, a PC foi dependente do nível de acidificação da água do mar, sendo significativamente maior nos hidrocorais expostos aos níveis intermediário (pH 7,5) e severo (pH 7,2) de acidificação da água do mar. Estes resultados indicam que o sistema de defesa antioxidante do hidrocoral M. alcicornis é capaz de responder após a exposição por curto período de tempo (16 dias) a níveis leve (pH 7,8) e intermediário (pH 7,5) de acidificação da água do mar. Adicionalmente, indicam que o sistema de defesa antioxidante deste hidrocoral não consegue compensar o aumento de espécies reativas de oxigênio após exposição a níveis intermediário (pH 7,5) e severo (pH 7,2) de acidificação da água do mar por um período maior de tempo (30 dias), apresentando danos oxidativos significativos em proteínas, o que pode comprometer a saúde deste hidrocoral.