Inovação, capacidade estatal e políticas públicas: perspectivas dos estados brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pillon, Michele Goebel
Orientador(a): Machado, Raphael Amorim
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/36431
Resumo: A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando análise de conteúdo como metodologia principal, conforme proposta por Bardin. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com secretários estaduais de CT&I, dos 27 estados brasileiros, abrangendo todas as regiões do Brasil. A análise foi estruturada em cinco categorias principais: (1) Compreensão da inovação e do Índice de Inovação Subnacional, (2) Iniciativas das políticas públicas de CT&I nos Estados, (3) Percepção dos secretários da Política Pública de Ciência Tecnologia e Inovação no ciclo das demais Políticas Públicas do Estado, (4) Inovação e capacidade estatal, e (5) Uso da inteligência artificial na Política Pública de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os resultados revelam avanços significativos na adoção de políticas públicas de CT&I em diversas regiões, mas também destacam desigualdades regionais e desafios estruturais. As iniciativas variam desde programas de capacitação e criação de hubs de inovação até a aplicação de inteligência artificial para aprimorar serviços públicos. Contudo, limitações como a falta de recursos, infraestrutura inadequada e dificuldades na articulação intersetorial ainda persistem em muitos estados. A pesquisa contribui para a literatura sobre políticas públicas de CT&I ao evidenciar a importância de um planejamento estratégico baseado em indicadores regionais e na transversalidade entre diferentes setores governamentais. Também reforça a necessidade de fortalecer a capacidade estatal para maximizar os benefícios da inovação e promover maior equidade regional. As limitações incluem o foco em percepções de gestores estaduais, o que pode restringir uma análise mais abrangente dos impactos diretos das políticas implementadas. Contudo, o estudo oferece subsídios relevantes para gestores, acadêmicos e formuladores de políticas interessados em compreender e aprimorar o papel da inovação como vetor estratégico para o desenvolvimento socioeconômico no Brasil.