Mapas causais colaborativos como ferramenta da avaliação de impacto social em territórios de mineração
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Centro Universitário FEI, São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/4678 https://doi.org/10.31414/ADM.2022.T.131562 |
Resumo: | Os projetos de mineração são responsáveis por importantes transformações sociais nos territórios que submetem a comunidade local a uma ampla variedade de impactos negativos e à distribuição desigual dos benefícios gerados pela atividade. A assimetria da distribuição dos impactos acaba por estabelecer um ambiente de conflito entre a mineração e comunidade local, comprometendo a aceitação pública da atividade. O reconhecimento da importância dos conflitos nas áreas de mineração popularizou o termo Licença Social para Operar (LSO). Este é o termo utilizado para descrever a aceitação social em relação a um projeto industrial e configura-se como ponto de partida da discussão desenvolvida nesta pesquisa. O termo tem ganhado destaque no discurso do setor mineral no sentido de responder a demanda de um melhor engajamento com a comunidade local e como estratégia corporativa de sustentabilidade. Apesar da relevância o amadurecimento das pesquisas sobre LSO trouxe a percepção acerca de suas fragilidades. Autores alertam para a percepção simplista da empresa em relação ao entorno de sua operação e valorizam a integração da Avaliação de Impacto Social (AIS) ao processo de LSO. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é identificar e analisar os vazios de responsabilidade na gestão dos impactos sociais associados ao projeto mineral. A metodologia foi baseada em um estudo de caso na região amazônica brasileira, onde está localizado o maior projeto de extração de minério de ferro do mundo. A coleta de dados foi baseada em análises documentais e entrevistas semiestruturadas. Realizadas com representantes do governo, comunidade e mineradora, as entrevistas buscaram a construção dos Mapas Causal Colaborativos (MCC) utilizados como ferramenta do AIS. A análise dos dados foi realizada pelo software ATLAS.ti e organizada com o objetivo de comparar percepções e encontrar vazios de responsabilidade. A identificação de numerosos e relevantes vazios mostraram a importância de sua compreensão para o profundo conhecimento do território e para a adequada gestão dos impactos sociais. Dada a relevância demonstrada pelos vazios de responsabilidade, propõe-se sua identificação pelo termo "Zonas Cinzentas". O termo refere-se aos impactos que os atores buscam distanciar-se da responsabilidade, direcionando-a ao outro. A identificação e gestão das áreas cinzentas permitem ações voltadas para atender demandas reais do território, contribuindo para um desenvolvimento local justo e sustentável |