Gases de efeito estufa do solo em um sistema silvipastoril de caprinos de corte no Sertão pernambucano.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: MEDEIROS, T. A. F.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1064753
Resumo: O estudo objetivou avaliar as emissões de dióxido de carbono (C02), óxido nitroso (N20) e metano (CH4) provenientes do solo em sistema silvipastoril de produção de caprinos de corte na região do sertão pernambucano. As avaliações foram divididas em duas ações: monitoramento das emissões e determinação dos fatores de emissão de dejetos. Na primeira ação, foram monitorados os fluxos de gases de efeito estufa (GEEs) do solo em três áreas que compõem o sistema silvipastoril estudado (capim buffel, Caatinga nativa e Caatinga pastejada). Foram realizadas 52 coletas durante os meses de fevereiro de 2015 a fevereiro de 2016. Na segunda ação, avaliou-se, por meio de dois experimentos, o efeito da deposição dos dejetos dos caprinos sobre as emissões de GEEs do solo. O primeiro experimento foi realizado de março a abril de 2015 e foram comparadas as emissões em função da deposição de diferentes doses de urina e de fezes sobre o solo (0%, 50%, 100% e 150% das quantidades produzidas por cada evento de micção e de defecação de um caprino). O segundo experimento foi realizado em outubro de 2015, comparando as emissões de GEEs a partir da deposição de urina e de fezes de caprinos sobre o solo (dose 100%). No monitoramento das emissões das áreas que compõem o sistema silvipastoril avaliado, as áreas pastejadas apresentaram, ao longo de um ano de avaliação, emissões acumuladas de N20 inferiores às da área de Caatinga nativa. A Caatinga nativa apresentou, ao longo de um ano de avaliação, maiores emissões acumuladas de CH4 e menores emissões acumuladas de CO2 que as áreas pastejadas por caprinos. O experimento 1 de fatores de emissão de dejetos, não houve diferença significativa entre os tratamentos avaliados. No experimento 2 houve diferença significativa apenas para N20, com o tratamento controle apresentando emissões positivas e maiores que as emissões do tratamento urina. A deposição de fezes e de urina de caprinos sobre o solo não afetaram as emissões de N20 e de CH4, porque as condições de umidade do solo limitam a decomposição dos dejetos e a produção desses gases. Portanto, as emissões foram mais influenciadas por condições climáticas da área experimental do que pelos animais ou pelos dejetos.