Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Olmo, Bruniele |
Orientador(a): |
Romero Montilla, Dalia Elena |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/8544
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Resumo: |
Esta pesquisa objetivou analisar a informação sobre capacidade funcional nas fontes de informação populacional e de saúde no Brasil, buscando identificar a utilização desta informação nas pesquisas sobre saúde do idoso brasileiro. A capacidade funcional é uma discussão consideravelmente recente na saúde pública. Diversos autores conceituam a capacidade funcional como a habilidade física e mental que um indivíduo possui para executar as atividades necessárias para o dia a dia, tais como as atividades básicas, atividades instrumentais e mobilidade física, porém, ainda não há consenso definitivo sobre a definição da capacidade funcional. Diante da real situação, a pesquisa inicia uma tentativa de traçar o histórico da \201Ccapacidade funcional\201D, buscando identificar quando iniciou as pesquisas para avaliar as funções dos indivíduos Atualmente a Organização Mundial da Saúde através da CIF estabeleceu uma definição para funcionalidade, porém, esta não é utilizada por todos os pesquisadores. Os instrumentos de avaliação da capacidade funcional giram em torno da mensuração da atividade básica de vida diária e mobilidade física. Poucos instrumentos enfatizam na avaliação das atividades instrumentais de vida diária (AIVD). A mobilidade física é um bom prognóstico para a identificação precoce das perdas funcionais, em compensação, as atividades básicas são consideradas um prognóstico ruim, uma vez que a debilidades para estas tarefas significam perdas funcionais avançadas. Ao comparar as pesquisas nacionais sobre capacidade funcional, percebe-se que alguns autores não mencionam a definição de capacidade funcional Entre os autores que citam uma definição para capacidade funcional, há uma tendência para a definição predisposta pela CIF, porém a maioria não o cita e sim utiliza de outras definições que se aproximam da definição pré-existente. As variáveis mais utilizadas nas pesquisas nacionais sobre capacidade funcional estão relacionadas a atividades de cuidado pessoal (alimentar-se, ir ao banheiro e tomar banho), cuidado com a casa, transferência (abaixar-se) e mobilidade (subir e descer escadas e caminhar cerca de 100m). O instrumento de coleta mais utilizado por 60% dos pesquisadores nacionais é a PNAD (Suplemento de saúde). As variáveis socioeconômicas, sociodemográficas e condições de saúde foram as mais utilizadas para correlacionar com as variáveis de capacidade funcional. As principais limitações encontradas foram a insuficiência de informação sobre capacidade funcional, pergunta sobre três atividades em uma mesma questão, ausência de perguntas sobre atividades instrumentais, pouca publicação sobre o assunto, ausência de perguntas sobre o estado cognitivo e mental e outros. As vantagens encontradas destacadas pelos pesquisadores é a abrangência dos estudos, periodicidade, qualidade da informação, abordagem de diversas variáveis permitindo o cruzamento dos dados, auto avaliação da saúde, e outros. Este trabalho identificou como a informação sobre capacidade funcional tem circulado por entre as pesquisas sobre funcionalidade de maneira diversa |