Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Magluta, Cynthia |
Orientador(a): |
Gomes, Maria Auxiliadora de Souza Mendes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/58064
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Resumo: |
A utilização de diretrizes clínicas tem sido apontada como uma ferramenta para melhorar a qualidade da assistência, uma vez que possibilitam que o cuidado tenha algumas características desejáveis: adequação técnica e redução da variação de condutas entre profissionais. As diretrizes clínicas sistematizam as evidências científicas, auxiliando na identificação daquelas relevantes ao cuidado apropriado. Mas pode haver dificuldades em sua utilização decorrentes de sua qualidade, forma, limites do conhecimento e dos contextos de aplicação. Para disseminação, implementação e efetiva utilização das diretrizes foram identificadas estratégias: distribuição de material educacional; encontros para a capacitação, revisão das práticas; visita de especialista e lembretes. A disseminação e implementação das diretrizes devem articular participação dos profissionais, buscando minimizar a baixa adesão. O cuidado neonatal dispõe de diretrizes baseadas em evidências consolidadas. O objetivo do estudo foi analisar as práticas referidas pelos gestores de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de maternidades públicas brasileiras sobre as diretrizes clínicas seus usos, as atividades para sua disseminação e implementação e as dificuldades para realizar tais tarefas. O estudo foi realizado através de entrevista semi-estruturada com 53 chefias(médica de enfermagem). Todos os entrevistados mencionaram a implementação de alguma diretriz no último ano, tendo como fontes:literatura e cursos(32%), normas do Ministério da Saúde (11%) e sugestões dos profissionais (11%). Identificou-se concordância significativa com as assertivas de que as diretrizes auxiliam na tomada de decisão e contribuem para redução da variação de condutas e rejeição a posibilidade de que as diretrizes sejam complicadas e rígidas. Relataram a utilização concomitante de várias atividades e diversas dificuldades foram priorizadas:insuficiência de profissionais, pequena participação dos profissionais na discussão e inadequação da infra-estrutura. Os entrevistados concordaram com posicionamentos da literatura sobre estratégias de implementação de diretrizes e suas dificuldades.Foram também evidenciados as contradições e os desafios envolvidos na utilização das diretrizes que têm potencial de contribuir para a melhoria do cuidado se utilizada de forma crítica e prudente, podendo contribuir para a redução da distância entre o conhecimento e o que está disponível aos cidadãos. |