Avaliação da metodologia de floculação orgânica para recuperação de vírus entéricos em frutas e queijos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Melgaço, Fabiana Gil
Orientador(a): Miagostovich, Marize Pereira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/15363
Resumo: Atualmente, os vírus entéricos, principalmente os norovírus humanos (NoV), são descritos como os principais causadores de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA), especialmente os de rápido preparo e consumo, como frutas e frios. Devido às baixas concentrações de vírus entéricos em amostras de alimentos, é necessário dispor de um método de detecção rápido e eficiente que permita esclarecer surtos de origem alimentar e implementar medidas de prevenção quando necessárias. Este estudo teve como objetivo adaptar e avaliar a metodologia de floculação orgânica com leite desnatado para recuperação de vírus em frutas e queijos, comparando sucesso e eficiência de recuperação viral com outras metodologias previamente estabelecidas, assim como avaliar a qualidade microbiológica destes alimentos em municípios do Estado do Rio de Janeiro incluindo a pesquisa de vírus gastroentéricos. Ensaios de contaminação artificial em morangos, tomates e queijos foram realizados para recuperação de NoV GII.4 e norovírus murino 1 (MNV-1). O método de floculação orgânica por leite se mostrou eficiente para recuperação de NoV a partir de morangos e tomates quando comparado com métodos de polietileno glicol (PEG) e filtração por membranas carregadas negativamente. Entretanto, não se mostrou eficiente na recuperação viral em queijos, quando comparado com o método de extração direta por TRIzol® Para avaliação da qualidade microbiológica destes alimentos, 270 amostras (90 de cada matriz) obtidas comercialmente foram concentradas por floculação orgânica (morangos e tomates) e TRIzol® (queijos). Todas as amostras foram testadas por PCR quantitativo (qPCR) para investigação de NoV GI, GII e adenovírus humanos (HAdV). MNV-1 foi utilizado com sucesso como controle interno de processo em todas as reações. NoV foram identificados apenas nas amostras de queijos, enquanto a presença de HAdV foi observada em frutas e queijos. Adicionalmente foram realizadas analises bacteriológicas que revelaram coliformes termotolerantes em amostras de morangos e queijos. Nas amostras de queijos também se observou contaminação por Staphyloccocus coagulase positiva, abaixo dos padrões determinados pela legislação brasileira. Concluindo, os resultados obtidos neste estudo apresentam a metodologia de floculação orgânica como alternativa de baixo custo, para frutas, e o uso do TRIzol® em queijos que auxiliarão na vigilância laboratorial de surtos, gerando informações que permitam uma estimativa mais exata da proporção de surtos de NoV atribuídos a transmissão de origem alimentar