Associação de polimorfismos e expressão gênica de marcadores de apoptose ligados carcinogênese cervical induzida pelo HPV em mulheres infectadas ou não pelo HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Fernandes, Ana Teresa Gomes
Orientador(a): Almeida, Maria da Glória Bonecini de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/9089
Resumo: A citotoxicidade mediada por células desempenha um importante papel na regulação da infecção pelo HPV e na formação de tumores. Apoptose é regulada por diferentes vias envolvendo genes que promovem (BAX) ou inibem (BCL2) a morte celular. Avaliamos a presença de células cervicais inflamatórias, marcadores apoptóticos (BAX, BCL-2, FasL, NOS2, perforina) e o marcador de degranulação (CD107a) em mulheres HPV e HPV/HIV através da técnica de imunohistoquimca. Uma alta porcentagem de células T CD4+ e CD8+ foram observadas em ambos os grupos, com baixa contagem de células T CD4+ em mulheres HPV/HIV. Houve poucas células expressando FasL, BAX e BCL-2 em ambos os grupos. A expressão de NOS2 estava presente especialmente em queratinócitos na camada basal do epitélio em ambos os grupos. Perforina foi idenficada em poucas células cervicais. Contudo, CD107a foi detectado na camada basal do epitélio e estroma, principalmente em mulheres HPV. Determinamos se os SNPs em promotores dos genes BCL2 (-938C>A) e BAX (-248G>A) estariam associados com o risco de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) A frequência observada desses SNPs estavam em equilíbrio de Hardy\2013Weinberg nos casos e controles. Nenhuma diferença estatística na frequência genotípica e alélica do polimorfismo de BCL-2 (-938C>A) foi observada entre casos e controles. Contudo, uma forte associação foi identificada na freqüência do genótipo GG de BAX (-248G>A) entre os casos e controles. Quando os grupos de LSIL e HSIL foram comparados, nenhuma diferença estatística foi observada, indicando que o genótipo GG pode influenciar no aparecimento de lesões cervicais, mas não na gravidade da doença. Analisamos a expressão de RNAm de genes associados a apoptose (BAX, BCL2, p53 e pRb) e citotoxicidade (perforina e Fas). Quando a expressão de RNAm de Perforina e Fas foram avaliadas, diferença estatística foi observadas em pacientes portadoras de NIC III e câncer Observamos diferença estatística entre os controles e todos os casos, quando analisamos a expressão de RNAm de p53, mas não de pRb, sendo observada diferença apenas nos controles e NIC II e III. Na analise de RNAm de BCL2, notamos uma baixa expressão no grupo de câncer quando comparado com NIC II, III e controle. Em conclusão, a infecção pelo HIV pode induzir redução na degranulação de células inflamatórias, corroborando para a progressão de infecção pelo HPV, e que carreadoras do alelo G na região promotora de BAX (-248G>A) pode estar associado ao desenvolvimento de NIC quando comparado com as carreadoras do alelo A, possuindo papel protetor; contudo o alelo G não está correlacionado com a gravidade da doença