Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Lima, Sheylla de |
Orientador(a): |
Carvalho, Márcia Lazaro de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/5430
|
Resumo: |
Introdução: No Brasil o óbito neonatal compreende mais de 65% das mortes infantis, assumindo papel de destaque a partir da década de 90 em decorrência da redução mais acentuada da mortalidade pós-neonatal. A mortalidade infantil neonatal resulta de uma estreita e complexa relação entre variáveis biológicas, sociais e de assistência à saúde, o que exige a proposição de modelos teóricos-explicativos para orientar a análise de seus determinantes. A abordagem por modelos hierarquizados com diferentes níveis de determinação em relação ao desfecho permite uma visão mais dinâmica do fenômeno estudado, resultante da convergência de múltiplos fatores. Objetivo: Propor um modelo teórico conceitual aplicado à investigação do óbito infantil neonatal no Estado do Rio de Janeiro, incorporando conhecimentos mais recentes e relações a serem representadas de forma hierárquica. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura de artigos sobre mortalidade infantil neonatal com abordagem por modelos hierarquizados, disponíveis nas bases de dados Lilacs e Medline em período recente compreendendo janeiro de 1995 a junho de 2005. Resultados: Propôs-se um modelo conceitual que representa as diversas dimensões das condições de vida e de assistência à saúde, incorporando fatores de risco tradicionalmente associados ao óbito neonatal e, outros que vêm sendo recentemente estudados. As inter-relações entre os fatores considerados e, entre estes e o desfecho, foram hierarquicamente representadas. Os fatores foram alocados em onze dimensões distribuídas em quatro níveis hierárquicos. O nível distal foi composto por fatores socioeconômicos e características demográficas maternas. Nos níveis intermediários, considerou-se a idade materna e variáveis relacionadas à morbidade e comportamento materno, apoio social e exposição à situações de violência, além de aspectos referentes à assistência pré-natal e ao parto. O nível proximal foi constituído pelas condições de saúde e nascimento do recém-nascido e, pelas características da atenção neonatal. Conclusão: O modelo proposto permite levantar hipóteses sobre a forma como os vários fatores relacionados com o óbito neonatal, contribuem direta ou indiretamente (mediado por outros fatores) para a ocorrência deste evento, trazendo à discussão aspectos ainda não muito explorados por estudos realizados no Brasil. |