Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Lima, Lyana Rodrigues Pinto |
Orientador(a): |
Paula, Vanessa Salete de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24195
|
Resumo: |
O Herpesvirus humano 2 é transmitido por via sexual e destaca-se como o principal causador do herpes genital no mundo, uma infecção altamente prevalente em mulheres. O herpes genital é caracterizado pelo desenvolvimento de vesículas bolhosas e dolorosas na região genital, porém a maioria dos indivíduos infectados não apresenta manifestações e não tem conhecimento sobre sua infecção. As mulheres desempenham um papel relevante na epidemiologia do HHV-2, pois além de serem capazes de transmitir o vírus sexualmente, elas podem transmitir o vírus de forma vertical para o feto, levando a um quadro de herpes neonatal. Diante disso e atrelado a falta de estudos que investiguem o HHV-2 no Brasil, esta tese teve como objetivo realizar o diagnóstico, estudar a epidemiologia e a diversidade molecular do HHV-2 em diferentes populações de mulheres profissionais do sexo e gestantes positivas e negativas para o HIV. Esta tese resultou em cinco artigos científicos, totalizando a análise de 646 amostras e envolvendo três populações distintas: mulheres profissionais do sexo, gestantes negativas para o HIV e gestantes positivas para o HIV. Para otimizar o diagnóstico, oligonucleotídeos sintéticos desenhados para quantificação absoluta do HHV-1 e HHV-2 por PCR em tempo real foram utilizados como curvas padrão para quantificação viral, e os resultados obtidos foram semelhantes ao padrão ouro utilizado no estudo (curva de DNA). Para avaliar o papel da mulher na transmissão sexual do HHV-2, 376 mulheres profissionais do sexo do Mato Grosso do Sul foram investigadas Os resultados mostraram alta prevalência (47,3%) e presença de infecção primária com viremia detectada. As variáveis idade e número de parceiros sexuais se apresentaram como fatores de risco para a infecção causada pelo HHV-2. O uso de preservativo e o consumo diário de álcool diminuíram significativamente a chance de infecção. Para investigar o risco de transmissão vertical, 270 gestantes HIV negativas e positivas do Rio de Janeiro foram investigadas. Os resultados mostraram que a prevalência do HHV-2 em gestantes HIV-positivas foi quase 3 vezes maior (59,7%) que nas HIV-negativas (20,6%). A viremia do HHV-2 foi detectada em ambos os grupos durante quadros de infecção primária. As gestantes HIV positivas também apresentaram o DNA viral detectado no sangue durante casos de recorrência e eliminação assintomática. As variáveis estudadas que foram estatisticamente (p<0,05) associadas ao HHV-2 foram idade, relação CD4/CD8. O sequenciamento da glicoproteína B (gB) das primeiras cepas brasileiras revelaram que as mesmas pertencem ao clado B, porém duas cepas sequenciadas se destacaram por apresentar mais de 1% de divergência com as cepas previamente descritas, sugerindo a existência de um novo clado. Os resultados dessa tese construirão para facilitar o diagnóstico da infecção e a implantação de medidas de prevenção e controle do herpes genital em mulheres em idade sexualmente ativa |