DM43, um inibidor de metaloproteases de matriz envolvidas em osteoartrite e neoplasias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Jurgilas, Patrícia Barbosa
Orientador(a): Perales, Jonas Enrique Aguilar, Domont, Gilberto Barbosa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/35568
Resumo: Nosso grupo já vem há muitos anos investigando a resistência natural de animais a venenos de serpentes. Do soro do gambá (Didelphis marsupialis) foi isolada e caracterizada uma glicoproteína ácida de 43kDa (DM43), capaz de inibir as atividades de metaloproteases encontradas nos venenos por formação de complexos não-covalentes (Neves-Ferreira et al., 2000). No atual trabalho, procuramos avaliar se DM43 seria capaz de inibir outras metaloproteases, como as MMPs, que estão envolvidas em diversos processos patológicos, como a osteoartrite e câncer. Utilizamos linhagens celulares normais (3T3-fibroblastos) e tumorais (MDA-adenocarcinoma de próstata e MCF7-adenocarcinoma de mama) e líquido sinovial de pacientes com osteoartrite, como fontes de MMPs As MMPs interagiram com DM43 acoplada a uma coluna de afinidade. Por imunorevelação foram identificadas como MMPs 2, 3 e 9. Em ensaios utilizando a fibronectina e a caseína como substratos, DM43 mostrou-se capaz de inibir a atividade proteolítica destas metaloproteases. O número de células, o ciclo e a morte celular foram analisadas utilizando como tratamento DM43 em 3 diferentes doses (10, 250 e 1000 ng/mL). Nossos resultados demonstraram uma diminuição no número de fibroblastos e de células de adenocarcinoma de mama, utilizando as três doses de tratamento. A análise do ciclo celular não demonstrou alteração, em relação ao controle Portanto, a diminuição de celularidade ocorreu em conseqüência à indução de morte celular nestas linhagens, por via ainda não elucidada. O aumento da morte, em relação ao controle não tratado, foi de pelo menos 2x em fibroblastos e de quase 7x em adenocarcinoma de mama (utilizando a maior dose de DM43). Além disto, verificou-se a capacidade de DM43 inibir a degradação da matriz extracelular produzida por estas enzimas, levando a um intenso depósito de fibronectina, e por conseguinte, um grande aumento de adesão celular. Estes resultados indicam o uso potencial de DM43 na terapia anti-tumoral, bem como, para pacientes com osteoartrite