Síndrome de Burnout em professores do ensino fundamental: um problema de saúde pública não percebido

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Batista, Jaqueline Brito Vidal
Orientador(a): Augusto, Lia Giraldo da Silva, Carlotto, Mary Sandra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/10509
Resumo: O fato da Síndrome de Burnout ser uma questão cada vez mais evidente no campo da Saúde do Trabalhador, de ser considerada atualmente uma epidemia no meio educacional e ter uma relação direta com fatores ambientais, subjetivos e dificuldades de diagnóstico, motivou essa investigação. O objetivo geral: estudar a ocorrência da Síndrome de Burnout na categoria de professores da primeira fase do ensino fundamental de uma rede pública municipal de ensino. Estudo do tipo qualiquantitativo, desenvolvido através de uma triangulação de métodos através de cinco etapas. Primeira: avaliou as condições de conforto ambiental das salas de aula; a segunda investigou a auto-percepção dos professores; a terceira investigou a prevalência da Síndrome de Burnout; a quarta etapa investigou o conhecimento dos médicos peritos sobre a Síndrome de Burnout e a quinta, diferenças de gênero quanto a morbidade. Os resultados referentes ao conforto ambiental apresentaram condições térmicas, ruído e iluminância distantes da zona de conforto. A autopercepção, a categoria apareceu vulnerável às condições sócio-ambientais nocivas à saúde. A Síndrome de Burnout apareceu através das dimensões: 23,4 por cento dos professores apresentaram alto nível de Despersonalização, 55,5 por cento alto nível de Exaustão Emocional e 85,7 por cento alto nível de Realização Pessoal no Trabalho. Na Perícia Médica, a maioria não conhece a portaria que inclui a Síndrome de Burnout como doença do trabalho, não têm conhecimento da Síndrome de Burnout; não fez nenhum diagnóstico da Síndrome de Burnout; não conhece algum colega que tenha feito diagnóstico da Síndrome de Burnout; não afastou nenhum professor do trabalho em decorrência da Síndrome de Burnout; e nenhum recebeu treinamento para lidar com a Síndrome de Burnout em sua prática profissional. A diferença de gênero foi confirmada. Concluiu-se que a realidade do professor da primeira fase do ensino fundamental é composta por um ambiente físico de trabalho insalubre; por uma auto-percepção da saúde negativa; pela saúde mental atingida pela Síndrome de Burnout; pelo desconhecimento por parte dos médicos peritos e por uma notória diferença de gênero com relação às doenças que acometem a categoria