Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Fidelis, Ariélly Cristina |
Orientador(a): |
Moreno, Arlinda Barbosa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
EPSJV
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/13834
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Resumo: |
Diferentes concepções de cuidado permeiam o setor da saúde e influenciam as práticas adotadas em todos os campos, inclusive o da saúde mental. Cada local de atendimento em saúde adota um perfil de cuidado, que nem sempre atende às reais necessidades da população. Este estudo buscou sentido para o cuidado em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo configura-se metodologicamente como qualitativo de cunho fenomenológico, a partir do referencial hermenêutico de Heidegger. Para trilhar o caminho analítico tomou-se por inspiração, também, o referencial da Antropologia Visual e o seu fazer etnográfico. O esforço empreendido nesta pesquisa se deu a partir da seleção de 21 imagens fotográficas que retratam distintas vivências que apontam para o cuidado exercido no interior de diferentes dispositivos de saúde mental do Sistema Único de Saúde do Brasil. Cinco imagens retratam cenas de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), oito de Hospitais Psiquiátricos e oito de Residências Terapêuticas. A partir destas imagens, o sentido do cuidado exercido nos dispositivos da RAPS emergiu como ainda atrelado à noção de cuidado baseado nos procedimentos e ações efetivas, ao funcionamento considerado adequado exclusivamente desde o cumprimento de protocolos, critérios e atividades assistenciais preconizadas nos manuais. O cuidado considerado necessário para o âmbito da saúde mental é o que, certamente, contribui para a progressão da Reforma Psiquiátrica Brasileira, valoriza as pessoas, reconhece seus contextos de vida, se interessa por seus sentimentos e expectativas quanto ao que os profissionais podem vir a colaborar para a satisfação das necessidades, para a redução do seu sofrimento e para a reconfiguração dos dispositivos de saúde. |