Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1999 |
Autor(a) principal: |
Cabrera, Maria Alice Airosa |
Orientador(a): |
Camacho, Luiz Antônio Bastos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4751
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Resumo: |
Barra de Guaratiba é uma região litorânea do Município do Rio de Janeiro onde a Leishmaniose Visceral Americana é endêmica. É um local onde a soroprevalência canina é 25% e, durante os três anos de estudo na área, foram notificados onze casos humanos. As atuais estratégias de controle não conseguem erradicar a doença provavelmente porque existem na área, fatores que interferem na transmissão da L.(L.) chagasi que não estão sendo considerados. A distancia da residência do cão à mata, a altitude da residência, o confinamento do cão ao quintal da casa, a visita de gambás (Didelphis marsupialis) ao peridomicílio e o sexo dos cães foram avaliadas através de análise uni e multivariada buscando identificar possíveis fatores de risco para a transmissão em cães da L.(L.) chagasi em Barra de Guaratiba. Considerou-se que as medidas de controle não constituíram uma variável já que são aplicadas de forma regular em toda a área. Foram examinados sorologicamente 365 cães - 73% da população canina estimada - pela Reação de Imunofluorescência Indireta(RIFI). Após o exame o proprietário respondeu algumas perguntas sobre o cão e sobre a visita de marsupiais ao peridomicílio. Neste momento, altitude da residência foi medida através de um altímetro e distância à borda da mata foi estimada. Armadilhas luminosas foram colocadas, durante 1 ano, em 5 pontos da área onde comprovadamente ocorreu transmissão natural. Vinte e nove por cento dos 31 gambás capturados na área apresentaram sorologia positiva para L.(L.) chagasi. Apesar da borrifação semestral com inseticida, de todos os domicílios, 26 exemplares de Lu. longipalpis foram encontrados nos pontos de coleta. A distância da residência à mata, a visita do gambá ao peridomicílio e a altitude da residência foram consideradas variáveis preditoras da infecção em cães pela L.(L.) chagasi em Barra de Guaratiba e nossos resultados demonstram a existência de um ciclo enzoótico silvestre no local e, embora nos faltem dados para incriminar o gambá (D. marsupialis), como reservatório primário, as evidências nos levam a sugerir fortemente que ele represente um papel importante na manutenção da L.(L.) chagasi no peridomicílio. |