Doenças crônicas não transmissíveis e sua relação com o comportamento suicida no contexto hospitalar: percepções dos profissionais de saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Magalhães, Karla de Souza
Orientador(a): Figueiredo, Ana Elisa Bastos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/36296
Resumo: A presente investigação teve como objetivo estudar as percepções dos profissionais de saúde sobre o comportamento suicida manifestado por pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) internados em hospitais gerais. Concentramos a atenção na alta complexidade pois partimos do pressuposto de que o comportamento suicida não está presente apenas em unidades de saúde mental da atenção básica ou em prontos-socorros, mas também nos setores de internação dos hospitais gerais. Para melhor compreensão e aprofundamento da temática proposta, realizamos uma pesquisa qualitativa, com enfoque descritivo e analítico, que contou com uma revisão ampliada de literatura (com autores das áreas da psicanálise clássica e da sociologia) e uma revisão integrativa de literatura (com estudos atuais de âmbito nacional e internacional). Num segundo momento, realizamos, ainda, uma pesquisa de campo em um Hospital Universitário, situado no município do Rio de Janeiro. Entrevistamos 08 (oito) profissionais de saúde atuantes nos serviços de doenças crônicas não transmissíveis da instituição. O material coletado nas entrevistas foi submetido à Análise de Discurso da escola francesa fundada por Michel Pêcheux. Como resultado, o estudo constatou a forte relação entre as doenças crônicas não transmissíveis, principalmente as incapacitantes, e o comportamento suicida. Além disso, mostrou, por meio dos discursos dos entrevistados, que as equipes de saúde dos hospitais gerais não estão preparadas técnica e psicologicamente para lidarem com essas situações, pois a formação desses profissionais prioriza apenas os aspectos orgânicos em suas grades curriculares, deixando de lado a temática da finitude e do comportamento suicida. Por meio dessa pesquisa, concluímos que se faz urgente a inserção de disciplinas que abordem especificamente o tema da violência autoinfligida nos cursos da área da saúde e que, no âmbito da saúde pública, a alta complexidade possa ser incluída nos projetos de prevenção do suicídio e treinamento das equipes.