Células derivadas da medula óssea no reparo de lesões causadas por infecções parasitárias em camundongos quiméricos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Azevedo, Carine Machado
Orientador(a): Santos, Ricardo Ribeiro dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/7638
Resumo: A contribuição das células de medula óssea na regeneração de tecidos não hematopoiéticos tem sido intensamente investigada desde a descoberta de células-tronco multipotentes neste órgão. Estudos prévios tem demonstrado que células derivadas da medula óssea podem contribuir para a formação de novos hepatócitos e cardiomiócitos. No presente estudo avaliamos a participação endógena das células-tronco de medula óssea no processo de reparo de lesões teciduais na fase crônica da doença de Chagas e esquistossomose experimentalmente induzidas. Para isso, camundongos quiméricos de medula óssea foram gerados após irradiação com dose letal e posterior reconstituição com células de medula óssea provenientes de camundongos transgênicos para a proteína fluorescente verde (GFP). Um mês após a reconstituição, as quimeras foram infectadas pelo T. cruzi ou S. mansoni. Animais quiméricos saudáveis foram mantidos como controles. Camundongos foram eutanasiados em diferentes períodos para análise morfológica, morfométrica e de marcadores específicos através de imunofluorescência do coração e músculo esquelético ou fígado de acordo com o grupo. As infecções por S. mansoni e T. cruzi causaram a mobilização de diferentes populações celulares para o sangue periférico, tais como monócitos, células-tronco hematopoiéticas e mesenquimais e progenitores endoteliais. Nos dois modelos estudados, observamos um aumento no número de células GFP+ após estímulo lesivo nos tecidos analisados. No modelo de doença de Chagas, há um aumento da expressão de MCP-1, 2 e 3 e SDF-1 no coração e músculo esquelético em comparação com animais não infectados, o que pode contribuir para o recrutamento destas células. As células GFP+ contribuem tanto para a formação da lesão, compondo o infiltrado inflamatório, como para a regeneração tecidual através da formação de miofibras, cardiomiócitos, hepatócitos e vasos sanguíneos. As poucas células GFP+ encontradas nos tecidos de camundongos quimeras normais não possuíam morfologia de células parenquimatosas. Concluímos que a medula óssea pode contribuir para a regeneração dos tecidos lesados através de células-tronco ou progenitores que originam células dos músculos cardíaco e esquelético, hepatócitos e vasos sangüíneos.