Caracterização químico-faciológica dos derrames komatiíticos do Grupo Quebra Osso, greenstone belt Rio das Velhas, no setor leste do Quadrilátero Ferrífero/MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: FERREIRA, Raianny Carolini Ramos
Orientador(a): NOVO, Tiago Amâncio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/21666
Resumo: O Grupo Quebra Osso, unidade basal do greenstone belt arqueano Rio das Velhas, é considerado um dos principais segmentos do magmatismo ultrabásico no Quadrilátero Ferrífero(Minas Gerais),localizado na porção sul do cráton São Francisco. Esse grupo compreende metakomatiítos e, subordinadamente, metatufos ultramáficos e rochas metassedimentares (formações ferríferas bandadas, metachert,filitos carbonosose fuchsita-quartzo xistos). A partir de um novo detalhamento estratigráfico e estudos petrográficos, os derrames komatiíticos foram subdivididos em fácies vulcânicas coerentes (maciças, acamadadas e almofadadas) e fácies autoclásticas (autobrechas e hialoclastitos), formadas por derrames efusivos; e fácies piroclásticas(metatufos e metalápili-tufos), associadas a derrames explosivos. As texturas ígneas encontram-se preservadas, apesar da completa obliteração dos minerais primários (olivina e piroxênio), os quais foram pseudomorfizados por serpentina e/ou clorita. A grande maioria dos derrames do Grupo Quebra Osso é maciça, com texturas cumuláticas, o que sugere um fluxo canalizado. Os derrames acamadados são subordinados e são constituídos por uma camada superior de spinifexrandômica e uma camada cumulática basal. Eles são restritos às porções marginais dos derrames e são interpretados como lobos de lavas que extravasaram do canal principal. A ocorrência de pillow lavas, hialoclastitos e metassedimentos químicos sugere que a erupção das lavas komatiíticas ocorreu em ambiente subaquático. A presença de autobrechas é indicativa de uma percolação turbulenta e/ou ocorrência de novas injeções de líquidos ultrabásicos, capazes de fragmentar a lava já solidificada e gerar rochas híbridas. A associação mineral é predominantemente secundária, composta por serpentina, clorita, tremolita e talco, típica de metamorfismo em condições de fácies xisto verde a anfibolito baixo. Os komatiítos desse grupo são, majoritariamente, classificados como “Al-enriched” e “Al-undepleted”(Al2O3/TiO2= 22-48),mas komatiítos do tipo Al-depletedtambém são reportados. Os modelos de fusão parcial para a composição dos ETRP do Grupo Quebra Osso se refere a 50% de batch meltingde uma fonte livre de granada, com composição similar ao manto pirolítico. A formação das lavas komatiíticas é associada à ascensão de uma pluma mantélica, as quais foram posteriormente derramadas sobre a crosta siálica do Complexo Santa Bárbara.