A interação da criança bilíngue: um estudo de caso
I tiakina i:
| Kaituhi matua: | |
|---|---|
| Rā whakaputa: | 2018 |
| Hōputu: | Bachelor thesis |
| Reo: | por |
| Puna: | Repositório Institucional da UPF |
| Download full: | https://repositorio.upf.br/handle/123456789/7593 |
Whakarāpopototanga: | Neste trabalho, tem-se como principais objetivos analisar a interação da criança bilíngue e investigar de que maneira ela utiliza os dois sistemas linguísticos que domina. Dessa forma, os principais questionamentos são norteados pela atuação do contexto bilíngue na relação adulto-criança, bem como a maneira através da qual ela desloca-se entre um sistema linguístico e outro para construir a interação. A criança deste estudo é filha de pais brasileiros que moraram nos EUA durante quinze anos e lugar onde ela nasceu e morou até os quatro anos. Optou-se por realizar gravações em áudio e vídeo que foram feitas em quatro sessões e que variam entre cinco e quarenta minutos. As análises encontram-se juntamente com o referencial teórico, dada a natureza etnomedotodológica desta pesquisa e o que nosso material apresenta. Para tanto, move-se o conceito de comunicação, a partir do trabalho de Winkin (1998), além de tratar da interação segundo a teoria da Análise da Conversação, segundo os trabalhos de Kerbrat-Orecchioni (1986, 2006). E, a fim de dar conta da aquisição da linguagem neste estudo, apoia-se na teoria interacionista de Vygotsky (2005), além de tratar do conceito de bilinguismo, segundo Hamers & Blanc (2004) e do fenômeno do code-switching, de acordo com Gumperz (1982) e Auer (1998). Em geral, o que os dados mostraram foi que a construção da interação da criança bilíngue depende de seu interlocutor, uma vez que utiliza os dois sistemas linguísticos que domina a fim de adaptar seu discurso ao do outro. Isso ocorre dependendo da escolha de sistema do interlocutor. Tal constatação também mostra como a criança se mostra engajada e participante ativa na interação, além de, em geral, utilizar outros recursos como acréscimo de informações, a fim de manter a troca comunicativa. Contatamos também que o código mais utilizado pela criança é o que lhe é mais familiar, o inglês, sendo que este tem incidência, inclusive, na estrutura do segundo código, o português. |
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