Tīpoka ki te ihirangi

A imprensa platina e a Missão Especial do Brasil ao Uruguai, abril de 1964

I tiakina i:
Ngā taipitopito rārangi puna kōrero
Kaituhi matua: Silva, Dinair Andrade da
Rā whakaputa: 2002
Hōputu: Article
Reo: por
Puna: Repositório Institucional da UnB
Download full: http://repositorio.unb.br/handle/10482/25832
https://dx.doi.org/10.1590/S0034-73292002000200004
Whakarāpopototanga: A imprensa platina em geral, e a uruguaia particularmente, adotou uma postura hostil ao movimento militar de 31 de março de 1964 no Brasil, conferindo-lhe o perfil de "golpe de gorilas", diante da opinião pública da região. Nesse sentido, a atuação da imprensa tornou-se mais explícita quando desembarcaram em Montevidéu, no mês de abril daquele ano, os integrantes da Missão Especial do Brasil ao Uruguai. Pretendia-se, sob forte pressão, obter do governo uruguaio o compromisso formal de que o ex-Presidente Goulart e seus acompanhantes fossem confinados em área distante da fronteira brasileira, no Departamento de Montevidéu, onde poderiam ter suas atividades controladas, com maior facilidade, pelas autoridades uruguaias. Diante da negativa da República vizinha, a Missão retornou, trazendo, curiosamente, o que não fora buscar, isto é, o reconhecimento do novo Governo do Brasil, obtido por estreita margem de votos do Conselho Nacional de Governo e sob forte oposição da imprensa e da opinião pública uruguaias.