Dettagli Bibliografici
| Autore principale: |
Canedo, Ninfa Regina de Melo |
| Data di pubblicazione: |
2019 |
| Altri autori: |
Medeiros, Valério Augusto Soares de,
Gondim, Mônica Fiuza |
| Lingua: |
por |
| Fonte: |
Repositório Institucional da UnB |
| Download full: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/50484
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Riassunto: |
A literatura urbana aponta que a forma construída da cidade afeta seu desempenho: a localização e a acessibilidade perfazem elementos relevantes na valorização, distribuição e ocupação do solo (VILLAÇA, 2001; HOLANDA, 2002; ALARCÓN, 2004; MEDEIROS, 2013). A partir desta premissa, a pesquisa analisa o movimento de locação residencial das camadas de alta renda na cidade de Goiânia a partir dos anos 1990 até 2018, com base em informações da Secretaria de Planejamento de Goiânia (SEPLAN), da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI) e do Sindicado dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (SECOVI). Por meio de uma interpretação descritiva baseada no levantamento a) da ocupação prioritária, b) da classificação das tipologias e c) dos atributos constantes nos empreendimentos, busca-se identificar as características primordiais que dialogam com a mobilidade habitacional refletida no comportamento do mercado de imobiliário local. O estudo está estruturado em três etapas. A primeira trata do movimento de saída da “elite” do centro para as franjas da cidade, observando-se critérios de identificação, composição, necessidades, preferências e características do espaço por ela habitado. A segunda explora o fluxo posterior de retorno para o centro urbano no formato de “condomínios clube”. A terceira, por fim, contempla um comparativo de lançamentos imobiliários com foco no valor dos imóveis. Os resultados obtidos apontam que o processo de “retorno das elites” associa-se às novas necessidades do estrato social ao reforçar o papel da localização central como um bem prioritário da vida urbana. Os condomínios horizontais, ao ocuparem áreas periféricas em razão de segurança, maior tamanho da unidade imobiliária (densidade) e distinção social, perdem quanto à acessibilidade. Os condomínios verticais, inseridos na malha urbana central, favorecem a capacidade de deslocamento e, para amenizar as demais perdas, são projetados com um conjunto de atributos que os convertem em “clubes”, uma espécie de compensação pela elevada densidade. |