É possível desvirtuar a participação social na gestão dos recursos hídricos? : análise espacial aplicada ao Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu (BA)

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Autore principale: Pereira, Maria do Carmo Nunes
Data di pubblicazione: 2012
Altri autori: Saito, Carlos Hiroo
Natura: Article
Lingua: por
Fonte: Repositório Institucional da UnB
Download full: http://repositorio.unb.br/handle/10482/24726
Riassunto: O trabalho produziu uma análise espacial do quantitativo de membros representantes do Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu (CBHP), Bahia, no período de 2006/2009, e suas implicações para a gestão participativa e dos conflitos em torno dos usos múltiplos dos recursos hídricos. A partir do domicílio de cada representante, foi quantificado o número de representantes no CBHP por município e feita a cartografia desse quantitativo. O resultado revelou a existência de uma superrepresentação no CBHP dos irrigantes do trecho alto da bacia do rio Paraguaçu. A consequência é a hegemonia política de uma região sobre as demais, que configura uma geometria de poder conformada pela existência de pólos concentradores de poder político, que possivelmente expresse polarização econômica. Com base nos resultados, problematiza-se os critérios de composição dos comitês de bacia hidrográfica, baseados na representação por setor de usuários, sem levar em consideração a origem geográfica e a vinculação regional ao território.
Descrizione
Riassunto:O trabalho produziu uma análise espacial do quantitativo de membros representantes do Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu (CBHP), Bahia, no período de 2006/2009, e suas implicações para a gestão participativa e dos conflitos em torno dos usos múltiplos dos recursos hídricos. A partir do domicílio de cada representante, foi quantificado o número de representantes no CBHP por município e feita a cartografia desse quantitativo. O resultado revelou a existência de uma superrepresentação no CBHP dos irrigantes do trecho alto da bacia do rio Paraguaçu. A consequência é a hegemonia política de uma região sobre as demais, que configura uma geometria de poder conformada pela existência de pólos concentradores de poder político, que possivelmente expresse polarização econômica. Com base nos resultados, problematiza-se os critérios de composição dos comitês de bacia hidrográfica, baseados na representação por setor de usuários, sem levar em consideração a origem geográfica e a vinculação regional ao território.