Eutanásia poética : reflexões em torno de cinema e filosofia
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|---|---|
| Publication Date: | 2009 |
| Language: | por |
| Source: | Repositório Institucional da UnB |
| Download full: | http://repositorio.unb.br/handle/10482/15348 |
Summary: | O núcleo da minha reflexão cinefilosófica é a noção de logopatia, a ideia de que a função esclarecedora da filosofia, como ficou exposta, pode ser realizada mediante linguagens e técnicas que provocam afeto, não de maneira ornamental e acessória, mas de forma cognitiva. Todas as técnicas literárias e cinematográficas, que são habitualmente estudadas em função de efeitos estéticos ou narrativos, passam agora a ser estudadas em função de sua capacidade de gerar conceitos visando esclarecimento, aqueles que chamei conceitos-imagem, já presentes na literatura e na arte em geral. Trata-se de uma emoção que pensa porque ela depende de e interage com um suporte lógico indispensável (daí o termo logopatía). Mas é logos carregado de afeto, de tal forma que, sem carga afetiva, o conceito não terá eficácia, a parte lógica não será suficiente. Essa é a tese fundamental. Uma tese polêmica porque se opõe a séculos e séculos de filosofia “apática”, de filosofia centrada numa racionalidade apenas intelectual, onde afetos e emoções foram sempre considerados obstáculos ou funções inferiores, tanto na cognição quanto na ética e até na estética. |
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