A tópica autorreferente do supremo tribunal federal à luz dos casos de presunção de não-culpabilidade : demonstrando a relação entre precedentes “sem caso” e jurisprudências “sem rumo” nas Cortes superiores brasileiras
-д хадгалсан:
| Үндсэн зохиолч: | |
|---|---|
| Хэвлэлийн огноо: | 2023 |
| Формат: | Doctoral thesis |
| Хэл сонгох: | por |
| Эх сурвалж: | Repositório Institucional da UnB |
| Download full: | http://repositorio.unb.br/handle/10482/51486 |
Тойм: | A tese de doutorado firmada em torno da relação entre precedentes “sem caso” e jurisprudências “sem rumo”, denominada de tópica autorreferente, descreveu o problema de ancoragem discursiva da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre presunção de não-culpabilidade, que se baseia em um método de trabalho disseminado em outras Cortes superiores do ordenamento brasileiro. Observou-se que os discursos nesses espaços judiciais guiam-se por um modelo de abstração discursiva que negligencia o enfrentamento integral das complexidades dos casos judiciais, convertendo discursos de aplicação em discursos de justificação. Por meio da tese é demonstrado que esse modelo de jurisdição é estruturado por uma jurisprudência defensiva que sufoca o contraditório naqueles espaços judiciais, simplificando os debates por meio da seletividade arbitrária de frações do caso concreto, o que produz uma fuga discursiva das singularidades da situação de aplicação da norma. Verificou-se que a tópica autorreferente fornece as bases de um modelo discricionário de atuação judicial que, no caso brasileiro, supera o decisionismo positivista, pois opera como poder decisório voltado “para fora e além” dos casos de aplicação, gerando uma relação entre precedentes “sem caso” e o desenvolvimento de jurisprudências “sem rumo”. Os precedentes “sem caso” da tópica autorreferente conduzem a um modelo de objetivização de jurisprudências que enfoca a fixação de conceitos jurídicos desvinculados da dimensão de aplicação, o que se mostra filosoficamente problemático após o giro linguístico-pragmático. A defesa de um modelo alternativo de jurisdição, fundado em uma hermenêutica crítica e concretista que procedimentaliza a imparcialidade na dimensão de aplicação, é sustentada pela tese como resposta teórica para o problema de alienação dos discursos judiciais verificado pela pesquisa. |
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