Evolução tectônica do Cinturão Dom Feliciano no Sul do Brasil : relações geológicas e geocronologia U-Pb
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|---|---|
| Publication Date: | 2016 |
| Other Authors: | , |
| Format: | Article |
| Language: | eng |
| Source: | Repositório Institucional da UnB |
| Download full: | http://repositorio.unb.br/handle/10482/30489 http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201620150016 |
Summary: | O Cinturão Dom Feliciano, que se estende desde o leste do Uruguai até o sul do Brasil, representa um importante orógeno Neoproterozoico formado pela colagem de domínios oceânicos e fragmentos continentais entre os crátons Rio de La Plata, Congo e Kalahari. A integração de dados de mapeamento geológico e estrutural com resultados isotópicos permitu estabelecer uma melhor compreensão sobre as fontes de magmatismo e os processos de sedimentação. A evolução do Cinturão Dom Feliciano envolveu a superposição de três eventos orogênicos denominados Passinho (0.89 - 0.86 Ga), São Gabriel (0.77 - 0.68 Ga) e Dom Feliciano (0.65 - 0.54 Ga). Os dois primeiros eventos envolvem o fechamento do oceano Charrua com a geração inicial de um arco intra-oceânico (Passinho) e, posteriormente, de um arco continental (São Gabriel). Esse oceano separava as áreas continentais representadas pelo cráton Rio de La Plata e a microplaca continental Nico Perez. No terceiro evento ocorreu fechamento do oceano Adamastor em decorrência da colisão entre os crátons Rio de La Plata e Kalahari entre 650 - 620 Ma, envolvendo condições metamórficas de alta temperatura e pressão intermediária. Neste momento de grande espessamento crustal, a partição da deformação no cinturão controla a sua evolução final com a passagem para uma tectônica de escape, responsável pela nucleação de zonas de cisalhamento transcorrentes de escala crustal. Essas estruturas são profundas e promoveram a geração e a ascenção de magmas máficos, que, associados ao elevado gradiente térmico regional, induziram um extenso evento de retrabalhamento crustal, responsável pela formação do Batólito Pelotas. O colapso do orógeno é representado pelo magmatismo tardio do batólito e pela formação das sequências superiores da Bacia do Camaquã. |
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