Ciberinterculturalidade, relações étnico-raciais e educação nas redes digitais

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التفاصيل البيبلوغرافية
المؤلف الرئيسي: Martins, Kelly Cristina Monteiro
تاريخ النشر: 2024
مؤلفون آخرون: Oliveira, Alessandro Roberto de
التنسيق: Article
اللغة: por
المصدر: Repositório Institucional da UnB
Download full: http://repositorio.unb.br/handle/10482/50884
https://doi.org/10.34620/eduser.v16i1.275
https://orcid.org/0009-0008-8115-8905
https://orcid.org/0000-0003-4390-2883
الملخص: Este artigo aborda a temática das relações étnico-raciais no ciberespaço e suas possibilidades como ambiente não formal de educação. O objetivo é discutir a interface entre educação, comunicação e tecnologia em uma perspectiva intercultural. Por meio de uma etnografia digital, a pesquisa acompanhou quatro influenciadores(as) negros(as) nas plataformas Twitter (atual “X”) e Instagram, a partir da viralização da hashtag #BlackLivesMatter, em maio de 2020, até a ascendência da hashtag #WakandaForever, em agosto do mesmo ano. Os dados sistematizados revelam uma intensificação dos debates sobre racismo e identidade negra e apontam potencial das redes como ambientes educativos promissores na luta antirracista. Ao mesmo tempo, deve-se levar em consideração os limites dessas plataformas, como a efemeridade e superficialidade das discussões e seu próprio caráter neoliberal que mantém a reprodução de padrões hegemônicos e facilita a disseminação de desinformação, o que pode ser negativo em termos de aprendizagem, urgindo a necessidade de uma alfabetização midiática.
الوصف
الملخص:Este artigo aborda a temática das relações étnico-raciais no ciberespaço e suas possibilidades como ambiente não formal de educação. O objetivo é discutir a interface entre educação, comunicação e tecnologia em uma perspectiva intercultural. Por meio de uma etnografia digital, a pesquisa acompanhou quatro influenciadores(as) negros(as) nas plataformas Twitter (atual “X”) e Instagram, a partir da viralização da hashtag #BlackLivesMatter, em maio de 2020, até a ascendência da hashtag #WakandaForever, em agosto do mesmo ano. Os dados sistematizados revelam uma intensificação dos debates sobre racismo e identidade negra e apontam potencial das redes como ambientes educativos promissores na luta antirracista. Ao mesmo tempo, deve-se levar em consideração os limites dessas plataformas, como a efemeridade e superficialidade das discussões e seu próprio caráter neoliberal que mantém a reprodução de padrões hegemônicos e facilita a disseminação de desinformação, o que pode ser negativo em termos de aprendizagem, urgindo a necessidade de uma alfabetização midiática.