Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Mola Zanatti, Christian Loret de |
Orientador(a): |
Horta, Bernardo Lessa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia
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Departamento: |
Faculdade de Medicina
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9304
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Resumo: |
Propõe-se que fatores biológicos precoces aumentam o risco de depressão na vida adulta. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre baixo peso ao nascer, prematuridade, pequeno para idade gestacional (PIG), desnutrição crônica e crescimento na infância, e ancestralidade genômica com depressão na vida adulta. Metodologia Usaram-se dados do nascimento, da infância e da vida adulta, da coorte de nascidos vivos em Pelotas de 1982, (n=3576). As variáveis baixo peso ao nascer (<2500g), prematuridade (<37 semanas) e PIG, foram avaliadas no nascimento. Já as variáveis desnutrição crônica e crescimento condicional foram avaliados aos 2 e 4 anos. A ancestralidade africana foi avaliada, usando 370 000 Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNP). Aos 30 anos, utilizou-se a Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) e o Inventário de Depressão de Beck (BDI) para avaliar depressão e risco suicida. Usamos modelos de regressão logística e de Poisson com variância robusta, para calcular odds ratios (OR) e razões de prevalência (RP), e G-computation para análises de mediação. Adicionalmente, fizemos uma revisão sistemática da literatura com meta-análise e metarregressão. Resultados A literatura mostra uma associação entre baixo peso ao nascer e depressão na vida adulta (OR=1.39 IC95%[1,21-1,60]). Na coorte, não foi evidenciada uma associação entre variáveis perinatais e infantis com depressão, porém o baixo peso (OR=1,49 IC95%[1,04-2,15]), prematuridade (OR=1,61 IC95%[1,01-2,59]), e PIG (OR=1,81 IC95%[1,18-2,77]) aumentaram 5 as chances de risco suicida. Depressão maior foi mais alta em indivíduos com maior ancestralidade africana, sendo o nível socioeconômico e a discriminação os principais mediadores desta associação. Adicionalmente no estrato socioeconômico alto a associação foi mais forte (RP=2,74 IC95%(1,06-7,05)) Conclusão A literatura mostra uma relação entre baixo peso ao nascer e depressão, porém isto não foi evidenciado na amostra deste estudo. Baixo peso, prematuridade e PIG estão associados com um maior risco suicida. A ancestralidade africana, nos estratos socioeconômicos altos, está associada com um maior risco de depressão. |