O tempo em Santo Agostinho

Saved in:
Bibliografiske detaljer
Hovedforfatter: Castellanos, Eduardo Santiesteban
Publication Date: 2021
Format: Bachelor thesis
Sprog: por
Source: Repositório Institucional da UPF
Download full: https://repositorio.upf.br/handle/123456789/7520
Summary: “Não houve, portanto, um tempo em que nada fizeste porque o próprio tempo foi feito por ti. É não há um tempo eterno contigo, porque tu és estável, e se o tempo fosse estável não seria tempo”. (AGOSTINHO, 2016, p. 338) Com estas palavras Agostinho em seu livro das Confissões capítulo XI nos fala do tempo e a estreita relação com Deus. O tempo em Santo Agostinho e sua teoria de criação divina é o ponto principal deste trabalho. Santo Agostinho (354-430) foi filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Santo Agostinho teve importante influência do maniqueísmo, sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos. Santo Agostinho desenvolve a sua filosofia em tempos muito difíceis com a presença de muitas correntes heréticas. O filósofo escreve no tempo em que a doutrina cristã estava em sua origem e em expansão por todo mundo até aquele momento conhecido. A ideia de criação do mundo defendida por Santo Agostinho demonstra a influência da filosofia neoplatônica e, por conseguinte a cristã, tudo baseado em uma de suas mais importantes obras, Confissões, mais especificamente o capítulo XI: “Meditação sobre o Primeiro Versículo do Gênesis: No Princípio, Deus Criou...”. Neste trabalho dedicaremos um capítulo ao contexto da questão do tempo na obra do Bispo de Hipona, mais adiante, no segundo capítulo falaremos sobre o conceito da criação em Santo Agostinho, a criação ex nihilo. Para finalizar, no terceiro capítulo analisaremos os conceitos de tempo e Eternidade e as divisões do tempo.