Brasília e a questão sanitária : relação arquitetura-cidade e natureza

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Autore principale: Bento, Amanda Mendonça Gomes Nogueira
Data di pubblicazione: 2021
Altri autori: Cruz, Luciana Sabóia Fonseca
Lingua: por
Fonte: Repositório Institucional da UnB
Download full: http://repositorio.unb.br/handle/10482/53483
Riassunto: No recente período de pandemia tem-se levantado reflexões a respeito do futuro da cidade, levando à revisão dos paradigmas da cidade modernista para compreender aspectos e questões sanitárias antes restritos à historiografia. O projeto vencedor do concurso da capital federal, feito por Lúcio Costa, resultou na construção do plano piloto em 1960, reconhecido por sua escala monumental e por seus espaços abertos, particularmente pela interação arquitetura-cidade e natureza. O relatório do Plano Piloto descreve seus espaços livres como áreas verdes, como medida de purificação do ar, barreira visual e sonora, para inserir a natureza no tecido urbano, remetendo à imagem de cidade-jardim. As concepções arquitetônicas foram definidas com baixa densidade e superfícies habitacionais com aberturas que permitem boa insolação e aeração respondendo à necessidade de cidade saudável. Diante disso, é natural que se questione de que forma essas ideias de cidade salubre são incorporadas no desenho do Plano Piloto, recuperando as propostas do movimento moderno e da questão sanitária em comparação com os textos de Lúcio Costa com enfoque nas escalas urbanísticas. Importa analisar a atualidade desse debate de salubridade que ressoa a necessidade de retorno a uma cidade saudável tendo em perspectiva o projeto que materializou Brasília, recolocando a como instrumento de debate e discussão de projeto.