Formacão e representação
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|---|---|
| Publication Date: | 2006 |
| Format: | Article |
| Language: | por |
| Source: | Repositório Institucional da UnB |
| Download full: | http://repositorio.unb.br/handle/10482/3851 |
Summary: | Neste trabalho, pergunto: como pensar as formas de representação numa literatura como a nossa, erguida sobre o terreno do confronto entre a imitação deslocada das literaturas matrizes (que eram, essas sim, representações de suas histórias sociais) e a matéria local que teimava em escapar ao modelo de representação transplantado; numa literatura como a nossa, dedicada muito mais, ao menos até certo momento, até antes do sistema literário consolidado, a imitar os modelos estrangeiros e que, assim, se furtava a conhecer o país? A questão é dialética, prevê várias contradições, dentre elas uma, senão a mais importante, central, que é o fato de que, embora a literatura se furtasse (ou ainda falhasse) a conhecer o país, este se imiscuía na obra, ou, em outras palavras, a matéria local terminou por impor aos modelos a sua adaptação. Por outro lado, por si só a matéria local não é determinante. A atividade de representar se dá dentro de modelos construídos historicamente; uma construção que, sendo literária, é também política. O processo de construção do modelo brasileiro de representação é o mesmo processo deformação do sistema literário e de tentativa de construção do país. No decorrer deste trabalho, discutirei a conexão indissolúvel entre representações literária e política. Toda conexão é construída historicamente, não sendo, portanto, um simples dado abstrato de uma concepção do fenômeno literário. Parto de um caso específico, o de Vidas secas. __________________________________________________________________________________ ABSTRACT |
