“Vi muitos rostos parecidos com o meu” : outros caminhos para a formação continuada nas prisões

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Bibliografiske detaljer
Hovedforfatter: Bomfim, Vanessa Martins Farias Alves
Publication Date: 2024
Andre forfattere: Garcia, Gehysa Lago, Souza, Rodrigo Matos de
Format: Article
Sprog: por
Source: Repositório Institucional da UnB
DOI: https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.5339
Download full: http://repositorio.unb.br/handle/10482/50757
https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.5339
https: //orcid.org/0000-0002-0402-1162
https://orcid.org/0009- 0004-8291-235X
http://orcid.org/0000-0002-8788- 4966
Summary: A Constituição brasileira ampara nossas aspirações enquanto sociedade fundada no estado democrático de direito, ao tempo em que promove o avanço social com respeito aos direitos fundamentais à dignidade humana. Nesse sentido, os espaços de privação de liberdade deveriam buscar um ideal socializador e humanizador, a partir da garantia de direitos. No entanto, as prisões, ainda, constituem um universo marcado por ausências, ambivalências e contradições de uma sociedade cujo poder político e econômico ignora e exclui as pessoas mantendo-as em situação de vulnerabilidade. Este artigo pretende problematizar o processo de formação continuada realizado com os docentes que atuam no sistema prisional, analisando a formulação de outras pedagogias para outros sujeitos. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa a partir dos preceitos da pesquisa (auto)biográfica, cujos aspectos subjetivos e o lugar de fala desses atores são de grande relevância, buscando-se as intercessões entre as histórias narradas e contexto social no qual vivem. Como resultado, as docentes entrevistadas permitiram perceber os processos de reconhecimento, identidade, conflito e pedagógicos envolvidos na educação nas prisões e concluise pela necessidade de aprofundamento e desenvolvimento de ações que reconheçam a complexidade dos processos educativos dos profissionais que lidam diariamente com a realidade do cárcere.