Experiências adversas na infância e violência na relação de intimidade : o papel moderador e mediador da vinculação

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Main Author: Sousa, Marina Soraia Monteiro
Publication Date: 2015
Format: Master thesis
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10437/6923
Summary: O presente estudo teve como principais objetivos: (1) explorar e compreender a associação entre as experiências adversas precoces e a violência na relação de intimidade (VRI); (2) explorar a associação entre vinculação e VRI; (3) explorar o efeito mediador da qualidade de vinculação aos pais e ao par romântico na associação acima referida; (4) e compreender em que medida a qualidade securizante da vinculação se pode constituir como um fator protetor perante as experiências adversas precoces. Participaram 321 jovens adultos (M = 21,70; DP = 2,46), sendo 208 (64,8%) do sexo feminino. O protocolo incluiu: o Inventário de Conflitos nas Relações de Namoro entre Adolescentes (adaptação Saavedra et al., 2008), o Adverse Childhood Experiences (adaptação Pinto & Maia, 2013), o Perceptions of Adult Attachment Questionnaire (adaptação Cabral & Peres, 2013), o Questionário de Vinculação Amorosa (Barbosa, Matos & Costa, 2001) e o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Matos & Costa, 2001). Os resultados sugerem que as experiências adversas na infância se refletem na insegurança na vinculação à mãe e ao par romântico e que esta, por sua vez, prediz a perpretação de violência na relação de intimidade. Mais ainda, a vinculação à mãe e ao par romântico medeia a associação entre as experiências adversas e a VRI. Não se confirma o efeito moderador da vinculação na associação entre experiências adversas e VRI. Além do investimento na sensibilização acerca dos fenómenos da experiência adversa na infância e da violência nas relações de intimidade, importa ainda que a intervenção com sujeitos que experienciaram situações adversas na infância se foque na reorganização das representações de vinculação, contribuindo assim para a promoção de relacionamentos íntimos adaptativos.